Portos do Paraná apresentam resultados do monitoramento marinho

Portos do Paraná apresentam resultados do monitoramento marinho

Entre os mais de 40 programas de meio ambiente desenvolvido pela Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), 25% tem como foco a conservação da qualidade da água e das espécies marinhas. Na data em que é comorado o Dia Nacional do Mar (12 de outubro), os Portos do Paraná apresentam os resultados das suas ações voltadas ao controle e monitoramento.

“Atividades econômicas importantes para o país e o mundo passam pelas nossas águas, que também representam o sustento de muitas comunidades da região e são o berço de espécies de plantas e de animais”, afirmou o diretor-presidente da Appa, Luiz Henrique Dividino.

Segundo ele, os projetos desenvolvidos pelos Portos para conservação do mar e das baías seguem recomendações nacionais e internacionais e contam com uma equipe formada por mais de 40 profissionais, com dedicação exclusiva para a execução de programas ambientais, entre de técnicos – biólogos, educadores ambientais, engenheiros de pesca, engenheiros ambientais e outros.

“Paranaguá é hoje o 3º porto do Brasil em desempenho ambiental. Em 2012 ocupávamos a 26ª colocação. Ou seja, evoluímos muito e colocamos a prevenção e a conservação como prioridade, gerando resultados positivos para a natureza e para a qualidade de vida da população”, disse o secretário de Infraestrutura e Logística José Richa Filho.

QUALIDADE DA ÁGUA – A qualidade da água é monitorada em 32 pontos do mar. Semanalmente, equipes de técnicos analisam amostras retiradas e, até o momento, o trabalho aponta que 96% dos resultados têm ficado dentro dos padrões estabelecidos pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).
Já o Programa de Verificação da Água de Lastro dos Navios avalia a salinidade e a procedência da água de lastro – usada como contrapeso nos porões das embarcações – em 100% dos navios que atracam nos portos paranaenses. O objetivo é evitar a contaminação do ecossistema marinho natural com espécies exóticas invasoras. A água de lastro pode transportar grandes concentrações de organismos dos mais variados, incluindo bactérias, vírus, larvas de crustáceos e moluscos e ovos ou juvenis de peixes.

“Quando os ecossistemas de origem e destino apresentam algum tipo de similaridade, permitindo a sobrevivência e reprodução de espécies, estes organismos se introduzem na cadeia, provocando sérios desequilíbrios, que repercutem não apenas na questão ambiental, mas chegam a comprometer muitas atividades econômicas. Temos sido rigorosos na verificação que cabe ao Porto”, relata o diretor de Meio Ambiente da Appa, Bruno da Silveira Guimarães. Estima-se que mais de 100 milhões de toneladas de água de lastro sejam lançadas anualmente no litoral brasileiro.

ESPÉCIES MARINHAS – Outra ação da Appa é o monitoramento dos bioindicadores da qualidade ambiental, que são os animais marinhos e grupos de organismos microscópicos que compõe o plâncton, como as microalgas (fitoplâncton), os microcrustáceos (zooplâncton) e ovos e larvas de peixes.
Desde 2014, os biólogos da Appa já identificaram mais de 100 espécies de peixes, 60 de crustáceos, centenas de espécies de micro-organismos planctônicos e foram avistados 7 mil botos e 20 mil aves.

Já o Programa de Monitoramento dos Manguezais, criado no ano passado e que já totaliza seis campanhas amostrais, tem como objetivo avaliar o desenvolvimento das árvores em áreas de mangues localizadas no entorno dos Portos de Paranaguá e Antonina e, também, os processos erosivos nestas áreas. A cada três meses os técnicos vão a campo para fazer a medição das espécies nos manguezais. O trabalho de análise fitossociológica consiste em marcar as árvores e acompanhar o seu desenvolvimento, crescimento e diâmetro. Os técnicos também avaliam impactos naturais como a ação das correntes marítimas e outros decorrentes da interferência humana. São monitoradas 385 árvores das espécies mangue-vermelho (Rhizophora mangle), mangue-negro (Avicennia schaueriana) e mangue-branco (Laguncularia racemosa), árvores típicas do ecossistema manguezal e essenciais para a sobrevivência do mesmo.
SEDIMENTOS – A análise dos sedimentos marinhos – que são pedaços de rochas, pedras e solos levados por rios, lagos e córregos até os oceanos – também é um dos projetos desenvolvidos em prol das boas condições marítimas. O trabalho é importante, pois permite identificar índices de erosão e outras ocorrências ligadas à atuação do homem sobre a natureza. Desde 2015, os resultados desse trabalho têm apontado que todas as amostras retiradas das águas estão dentro da regularidade, ou seja, não indicam prejuízos na natureza.

ATIVIDADE PESQUEIRA – A Appa desenvolve desde 2013, de maneira inédita, o programa de monitoramento da atividade pesqueira nos municípios do entorno – Pontal do Sul, Paranaguá e Antonina. Os dados são fundamentais para a tomada de decisão no que se refere ao número de pescadores que atuam nas Baías de Paranaguá e Antonina, aos equipamentos e utensílios de pesca utilizados e ao volume da produção pesqueira.

Desde o início do monitoramento, os números registrados já somam cerca de 400 toneladas de pescados e 55 mil dúzias de caranguejos, siris, ostras e mariscos. A verificação é feita regularmente em sete pontos de desembarque, onde chega o pescado de 33 comunidades do litoral do Paraná.

O cadastro das embarcações também é importante para os dados sobre a pesca. Nos locais monitorados, são registrados cinco tipos de sistemas produtivos: a pesca estuarina, realizada com embarcações de pequeno porte, utilizando elevada diversidade de artes de pesca; as pescarias de mar aberto, que são classificadas quanto a sua capacidade de carga, de pequeno, médio e grande porte, e possuem menor diversidade de artes de pesca, operando com redes de emalhe ou arrastos; e a categoria voadeira, geralmente representada por lanchas com motores de popa que desembarcam altos volumes de pescado.

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