IAP e Polícia Ambiental encontram área de desmate ilegal em Guaratuba

No mesmo local, duas pessoas já foram presas pela Polícia Ambiental em ação anterior por realizarem a mesma prática.

IAP e Polícia Ambiental encontram área de desmate ilegal em Guaratuba

Fiscais do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) de Guaratuba e a Polícia Ambiental Força Verde realizaram uma ação conjunta na tarde desta segunda-feira (23), que se resultou na prisão de uma pessoa em flagrante desmatando uma área de 1840m² de vegetação secundária em estágio avançado de regeneração do Bioma Mata Atlântica no Balneário Nereidas em Guaratuba. A ação foi realizada após uma denúncia relatando irregularidades no local.

O autuado era um dos funcionários contratados, junto com maquinários, para a realização do empreendimento irregular, e no momento do flagrante, utilizava uma motoserra para o corte de vegetação para abertura de ruas e lotes.

Em ação anterior, realizado no mesmo local, a Polícia Ambiental Força Verde prendeu duas pessoas em flagrante pela mesma prática ilegal, identificados como responsáveis pela implantação e execução irregular do empreendimento imobiliário.

Na ação conjunta, também foram apreendidas duas máquinas (escavadeira mecânica e motoniveladora) e um caminhão basculante que foram utilizados nas práticas dos crimes ambientais identificados na área desmatada.

As autuações somaram em valores para os responsáveis (autores e executores) R$ 38.000,00 (trinta e oito mil reais).

Segundo o Subtenente Mansani da Força Verde, o desmate é considerado de grande porte, e faz um alerta aos desavisados que adquirem lotes na cidade de Guaratuba para que façam minuciosa pesquisa quanto a regularidade dos loteamentos para não serem surpreendidos com a compra de lotes irregulares com prejuízo financeiro.

Célia Cristina Lima Rocha, responsável pelo Escritório local do IAP em Guaratuba, relatou que a área do desmate está localizada no entorno protetivo do Parque Estadual do Boguaçú, composta de vegetação de máxima expressão da regeneração, salientando que a Lei da Mata Atlântica em seu artigo 11, inciso I, alínea “d’ protege esta áreas sensíveis de ocupação urbana.