Cida cria o Parque Estadual Ilha das Cobras, no Litoral

A governadora Cida Borghetti assinou nesta terça-feira, 4, o decreto que cria o Parque Estadual da Ilha das Cobras. A ilha, localizada na baia de Paranaguá, no Litoral do Estado, era usada como casa de veraneio de governadores, e agora torna-se uma unidade de conservação com proteção integral de seu ambiente e espaço de pesquisa e educação ambiental. “Queremos que o local seja aberto à visitação pública e à educação ambiental dos estudantes do Paraná, além de promover a melhoria das condições de vida e de trabalho da comunidade pesqueira da região e de suas futuras gerações”, afirmou Cida Borghetti.

Cida cria o Parque Estadual Ilha das Cobras, no Litoral

Com 52 hectares de área remanescente de Mata Atlântica e parada de tartarugas marinhas, o Parque Estadual Ilha das Cobras também abrigará a Escola do Mar, destinada à educação ambiental e à pesquisa. O objetivo é multiplicar o conhecimento sobre as ciências do mar, unindo o saber tradicional Caiçara (conhecimento dos pescadores) à inovação e tecnologia.

A governadora lembrou que no início de junho determinou a criação de um grupo de trabalho para estudar uma nova destinação para a ilha. A tarefa ficou a cargo das secretarias estaduais do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, da Educação, da Comunicação Social e da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior; Casa Civil; Procuradoria-Geral do Estado (PGE); Sanepar; e o Instituto Ambiental do Paraná (IAP).

RENOVAÇÃO – A Ilha das Cobras pertence à União e foi necessário aval federal para a constituição do novo parque no local. No último dia 30 de agosto, o Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão enviou ofício ao Governo do Estado se posicionamento favorável à criação de uma unidade de conservação na área. Além disso, também renovou a cessão da ilha ao governo estadual para que faça as intervenções necessárias.

“Tudo isso foi possível graças ao entendimento do Governo do Estado e da União, que vêm tratando desse assunto há cerca de dois meses, com a criação de um grupo de trabalho específico para este assunto”, disse o secretário de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Antônio Carlos Bonetti.

PLANEJAMENTO – O presidente do IAP, Paulino Mexia, disse que partir de desta quarta-feira (4), o órgão, que é responsável por administrar as unidades de conservação ambiental do Paraná, vai iniciar um plano de manejo para conhecer efetivamente a biodiversidade da ilha.

Mexia destacou que nesta semana já serão liberados R$ 2 milhões do Fundo Estadual do Meio Ambiente (FEMA) para o início do projeto. “Com isso, vamos começar a planejar toda a estrutura de educação ambiental com as condições necessárias para receber o público e os futuros pesquisadores”, afirmou. O IAP administra 68 unidades de conservação, entre parques, florestas, estações e outras categorias.

“Queremos que o local seja aberto à visitação pública e à educação ambiental dos estudantes do Paraná, além de promover a melhoria das condições de vida e de trabalho da comunidade pesqueira da região e de suas futuras gerações”, afirmou Cida Borghetti. “Queremos que o local seja aberto à visitação pública e à educação ambiental dos estudantes do Paraná, além de promover a melhoria das condições de vida e de trabalho da comunidade pesqueira da região e de suas futuras gerações”, afirmou Cida Borghetti.

PESCADORES – Desde a formação do grupo de trabalho criado para a implantação do Parque da Ilhas das Cobras, o processo cumpriu o que prevê a Legislação Ambiental, incluindo a apresentação do projeto em consulta pública aos moradores e comunidade pesqueira de Paranaguá. Nas consultas, foram apresentados dados, informações e esclarecimentos sobre projeto aos moradores locais.

Nesses encontros, segundo o secretário Bonetti, também foi possível esclarecer aos pescadores que as comunidades locais só têm a ganhar com as mudanças. “Afinal a ilha, até então não utilizada e pouco conhecida, passa a trabalhar principalmente com a conscientização das pessoas a respeito da importância de se proteger o nosso meio ambiente”, disse. Os pescadores da região continuarão a ser ouvidos nas próximas etapas do projeto e vão, inclusive, integrar os grupos de discussões.