Appa avança nos projetos para instalação de trapiches nas comunidades da baía de Paranaguá

As obras de reformas estão previstas para as comunidades de Amparo, Europinha, Eufrasina, Ilha do Mel (Brasília e Encantadas), Ilha do Teixeira, Piaçaguera, Rocio e Vila Maciel. Novas unidades serão construídas na Ilha dos Valadares e nos municípios de Pontal do Sul e Antonina (Ponta da Pita e Portinho).

“Os trapiches são fundamentais para o desembarque seguro das comunidades que vivem nas ilhas da baía de Paranaguá, seja para o turismo, para a atividade pesqueira e para o dia a dia das famílias. Com a reforma e construção de novas estruturas, os moradores terão mais segurança, agilidade nas atividades diárias e qualidade de vida”, destaca o diretor-presidente da Appa, Lourenço Fregonese.

O consórcio que venceu a licitação para execução dos projetos é formado pelas empresas EXE e Belov Engenharia, especializadas em obras marítimas e portuárias. Depois da validação dos projetos por cada comunidade e com a apresentação de todas as licenças necessárias, será licitada a empresa para realização das obras.

As consultas públicas, que foram feitas desde o início do processo, permitiram ouvir as demandas e reunir sugestões dos moradores. “Antonina foi contemplada com duas estruturas e, durante as reuniões com a comunidade, foi decidido mudar um dos pontos para Porto do Cabral, para atender a comunidade do Portinho, que tem uma grande concentração de pescadores”, conta o prefeito José Paulo Vieira Azim.

“Esses trapiches são um anseio antigo da população antoninense, principalmente da famílias que vivem da pesca e da coleta de mariscos. Acreditamos que com eles teremos um incremento na economia local, na extração direta do pescado ou no aumento do fluxo de turistas que visitam a região para pescar”, completa.

José Carlos Pereira, pescador da Ponta da Pita, participou das reuniões e está animado com a obra. “O meu barco não encosta na beira da praia, então tem risco de escorregar, machucar. Com o trapiche não, vai ser só encostar. Hoje eu vou falar para minha comunidade que a construção trapiche vai acontecer”, comemora.

Para Luiz Augusto de Azevedo, engenheiro de pesca da prefeitura de Paranaguá, as estruturas permitem ampliar o turismo comunitário. “É importante fazer um trabalho em benefício da comunidade pesqueira, procurar alternativas de renda. Os trapiches melhoram as condições para a visitação de turistas e isso traz nova fonte de renda aos pescadores”, disse.

EQUILIBRIO: A construção e reforma dos trapiches faz parte do programa de compensação da atividade pesqueira e é um requisito da Licença Ambiental 1144/2016, emitida pelo Ibama para autorizar a dragagem de aprofundamento dos portos de Paranaguá e Antonina. A intenção é minimizar os possíveis danos da atividade portuária nas comunidades afetadas.

Todos os trapiches seguirão o mesmo modelo de construção, para garantir igualdade de condições entre os locais. “Ao longo de 2018 a Appa trabalhou muito nos processos de autorização junto à Marinha do Brasil, Capitania dos Portos do Paraná e Secretaria do Patrimônio da União, além de viabilizar a contratação dos projetos executivos”, explica o diretor de Meio Ambiente da Appa, Bruno Guimarães.

Os projetos foram validados por uma comissão formada por representantes de diversos órgãos operacionais e ambientais, incluindo Appa, Ibama, Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Ministério da Pesca, Ministério Público Estadual, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento (Seab), Universidade Federal do Paraná e prefeituras.

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