Estado vai coordenar melhorias na região do Santuário do Rocio

O presidente dos portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, e o reitor do Santuário, padre Joaquim Parron, discutiram nesta sexta-feira (1.º) as necessidades da comunidade e as possíveis intervenções. “Um dos principais problemas é o acesso, prejudicado pelo grande fluxo de caminhões que trafegam nos armazéns da região e que movimentam as cargas até os terminais”, disse.

O Governo já realiza obras na Avenida Bento Rocha, que é um dos principais acessos ao porto e importante para o comércio local. A reestruturação vai da ponte sobre Rio Emboguaçu até a Avenida Portuária e é feita com recursos da Appa que somam R$ 15,9 milhões. O projeto e a execução são coordenados pelo DER e incluem novo pavimento de concreto, nova sinalização vertical e horizontal e ciclovia em 2,9 quilômetros de extensão.

“Criamos um grupo de trabalho e, no prazo de 30 dias, teremos uma lista com novas propostas para o bairro. A intenção é coordenar esforços e reunir ações das empresas que integram a comunidade portuária para beneficiar a região”, diz Garcia.

AMPLIAÇÃO – As obras para ampliação do cais de atracação do Porto de Paranaguá não irão prejudicar as atividades do Santuário e não há intenção de mudar a igreja de lugar. Segundo o padre Parron, a paróquia é a favor do progresso e acredita na convivência pacífica com a atividade portuária.

“As pessoas podem ficar tranquilas que o Santuário não vai mudar de lugar. Eu conversei com o governador Carlos Massa Ratinho Junior; com os secretários estaduais do Desenvolvimento Urbano, João Carlos Ortega; e da Comunicação e Cultura, Hudson José, sobre a importância histórica e cultural do Santuário do Rocio. Existe uma preocupação do Governo com a região e um interesse do Porto em realizar uma gestão mais próxima dos moradores de todo o Litoral”, destacou o pároco.

“Existem exemplos do mundo todo de que é possível ter uma convivência tranquila e um equilíbrio entre a atividade portuária e as cidades.Com as novas tecnologias e uma gestão participativa é possível também ter isso em Paranaguá”, acrescentou Parron. Ele também lembrou que a ampliação deve trazer emprego, movimentar o comércio e a economia local.

TURISMO E RELIGIÃO – O Santuário de Nossa Senhora do Rocio reúne, todos os anos, milhares de fiéis em homenagem à padroeira do Paraná. A devoção remonta à segunda metade do Século XVII e a capela que deu início ao Complexo da Fé foi construída em 1813. A igreja foi ampliada e reformada até adquirir suas características atuais. Hoje é Polo de Turismo Religioso do Paraná e a festa em homenagem à padroeira, em outubro, movimenta cerca de 500 mil pessoas.

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