Portos do Paraná querem sediar evento nacional do setor

Criado em 2000, através de um termo de cooperação técnica entre a Agência Nacional de Transporte Aquaviário (Antaq) e os portos do Brasil, este ano o Cooperaportos tem como tema principal o atendimento às emergências – em planos individuais e de ajuda mútua.

“Nosso objetivo é permitir que as autoridades portuárias cheguem a discussões e encaminhamentos práticos que melhorem a gestão de meio ambiente dos portos. A ideia é buscar a integração”, afirma a representante da Gerência de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Antaq, Maria Luiz Gusmão.

De acordo com ela, como um dos portos mais bem avaliados pelo Índice de Desempenho Ambiental (IDA) da Antaq, a representação da equipe de Meio Ambiente dos Portos do Paraná no evento é uma importante contribuição.

REPRESENTAÇÃO – Os Portos do Paraná estão representados pela coordenadora do Núcleo de Fiscalização e Controle de Emergências Ambientais, a analista portuária e bióloga Andréa Almeida de Deus, e pelo coordenador Operacional da Diretoria de Meio Ambiente, Rafael Cabreira, Zootecnista e permacultor.

Para os especialistas, a troca de experiências com outros gestores ambientais, órgãos de regulamentação e demais autoridades é valiosa para o compartilhamento de boas práticas na área e para a atualização sobre as normas legais a serem cumpridas pelos portos.

“O principal assunto abordado é o atendimento às emergências, desde os planos de emergência que os portos precisam ter até as técnicas de atendimento efetivo. Como a administração dos Portos do Paraná é vista como referência na gestão ambiental, pudemos contribuir bastante compartilhando as nossas experiências”, afirma Andréa.
Para o diretor de Meio Ambiente dos Portos do Paraná, João Paulo Santana, essa participação é importante para capacitação dos profissionais. “Estamos sempre indo atrás de novas informações, direto da fonte, sempre atentos aos movimentos de vanguarda na área de gestão ambiental portuária. Essa atualização e formação são importantes para mantermos o nosso primeiro lugar no IDA”, destaca.

DEBATES – O conteúdo da 25ª Edição do Cooperaportos traz temas considerados de grande relevância na gestão portuária ambiental. Entre eles, emergências e contingências portuárias – situações que podem acontecer durante operações portuárias, colocando em risco vidas de trabalhadores –, poluição com o meio ambiente, importância de simulados práticos de emergência a acidentes em portos e as revisões de Normas Regulamentadoras que tratam sobre segurança.

Estão em debate ainda a NR29, do Ministério da Economia e a resolução Conama 398, do Ministério de Meio Ambiente. Em relação à NR 29, existe uma Comissão Permanente Portuária Nacional que visa discutir a norma que trata do Plano de Combate à Emergência (PCE), plano de ajuda mútua que sofreu uma mudança em razão dos últimos acidentes em portos.

Para a resolução Conama 398 também existe um grupo que está discutindo as alterações em uma proposta a ser levada ao Conama.

Nesta sexta-feira, último dia do evento, deve haver um simulado de emergência na área próximo ao berço 4, no Porto de Itajaí. Segundo a gerente de Meio Ambiente da Superintendência do Porto de Itajaí, Médelin Pitrez dos Santos, será uma simulação de vazamento de óleo de um navio que estaria atracado no porto com todo o atendimento, contenção, barreiras e equipamentos para recolhimento deste óleo.

PARTICIPAÇÃO – Além de representantes dos portos do Paraná e de Santa Catarina e da Antaq, profissionais da Anvisa, do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) e dos Ministérios da Economia e da Infraestrutura estão presentes no evento. Também participam a Secretaria da Defesa Civil de Santa Catarina, Marinha do Brasil e representantes de empresas da área. O evento reúne cerca de 300 pessoas.

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