Polícia Civil aponta crescimento de 14% na apreensão de drogas no Paraná em 2019

O total do ano passado chegou a 52,2 toneladas, um aumento de 14% em relação ao que foi apreendido em 2018

O ano de 2019 registrou um aumento de 14% na quantidade de drogas apreendidas pela Polícia Civil do Paraná em operações da Divisão Estadual de Narcóticos. Enquanto em 2018 foram apreendidas 45,6 toneladas de entorpecentes, no ano passado o montante subiu para 52,2 toneladas.

O aumento na apreensão de ecstasy e outras drogas sintéticas foi o que mais chamou a atenção. Foram apreendidos 4.330 comprimidos de ecstasy em 2019, enquanto em 2018 foram 1.512 unidades, ou seja, aumento de 186%.

Ocorreu um esforço especial das equipes para fechar o cerco contra o tráfico de drogas, conta o delegado Ítalo Biancardi Neto. “Houve empenho muito grande dos policiais e trabalho de integração com forças policiais e de inteligência de outros estados, como o do Mato Grosso do Sul”, disse.

Atualmente, há uma busca maior dos usuários por drogas sintéticas, principalmente em festas, aponta Neto. “Notamos que esse tipo de droga está cada vez mais sendo introduzido no mercado em razão do aumento da demanda, ou seja, os usuários estão procurando esse tipo de droga, principalmente nas baladas ou raves”, conta o delegado.

Retirar esse tipo de entorpecente de circulação ataca diretamente o narcotráfico transnacional e os laboratórios clandestinos de drogas sintéticas.

PRISÕES E APREENSÕES

As prisões também aumentaram 24%, passando de 385 para 478 suspeitos presos em 2019. A quantidade de mulheres presas subiu 49%, com 64 detidas em 2018 e 94 em 2019. E o número de adolescentes apreendidos aumentou 133% no período. Ao todo, 14 menores foram apreendidos em 2019, contra seis em 2018.

De acordo com o delegado Neto, o aumento mulheres envolvidas em crimes tem influência masculina. “Normalmente, os próprios maridos ou companheiros aliciam as mulheres para o narcotráfico, após eles mesmos serem presos pela prática de tráfico de drogas”, avaliou.

O delegado diz ainda que é cada vez mais frequente o aliciamento de adolescentes “em razão das enormes vantagens que o próprio sistema penal oferece no tratamento desses jovens que ingressam na criminalidade, pela vulnerabilidade social e emocional em que se encontram, sem distinção de classes”.

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