Dia de Conscientização do Autismo: data lembra necessidade de diagnóstico e tratamento precoce

Reduzir o preconceito e proporcionar acesso aos direitos e liberdades fundamentais. Essa é a proposta anual do Dia Mundial de Conscientização do Autismo, celebrado sempre no dia 2 de abril, uma data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2007. A Associação Paranaense de Psiquiatria (APPISQ), como entidade que reúne profissionais que atuam diretamente no diagnóstico e tratamento do espectro autista, reforça o compromisso de promover a igualdade e a plena participação das pessoas com autismo na sociedade.

“Nós precisamos sempre trabalhar para garantir que as pessoas que tenham autismo possam gozar plenamente de suas liberdades individuais e de direitos, como acesso à educação e ao mercado de trabalho. Mesmo que, para isso, seja necessário oferecer condições especiais para que os direitos sejam aplicados”, afirma o Dr. Júlio Dutra, médico psiquiatra presidente da APPSIQ. A estimativa é de que exista um caso de autismo para cada 110 pessoas, o que representa, no Brasil, cerca de 2 milhões de casos.

O Dia Mundial de Conscientização do Autismo tem a função de chamar a atenção da sociedade para o assunto. Apesar de ser uma iniciativa relativamente recente (somente em 1993 o autismo foi incluído na Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial de Saúde), a data tem ajudado a sociedade civil organizada a pensar melhor em políticas públicas que atendam às necessidades dos autistas, fundamentando o trabalho da iniciativa privada e de associações diretamente ligadas ao autismo. “Não podemos nos furtar de oferecer a esse grupo social (autistas) o máximo respeito e acesso a todos os seus direitos”, avalia Júlio Dutra.

Ao entender e compreender as necessidades dos autistas, é possível tornar melhor a vida dos portadores. “Muitos apresentam dificuldades motora e de linguagem, enquanto outros são muito comunicativos e inteligentes. Precisamos trabalhar todos os dias do ano para oferecer diagnóstico e tratamento mais precoces, garantindo, assim, aos autistas e seus familiares, melhor qualidade de saúde ao longo da vida”, ressalta o presidente da APPSIQ.

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