Sesa reafirma a importância de notificação pelos municípios da cobertura vacinal e atendimento do público alvo

A Secretaria da Saúde do Paraná distribuiu, desde o início da Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza, mais de 4 milhões de doses entre os 399 municípios do estado. Mas, até o momento, o Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações, do Ministério da Saúde, recebeu a consolidação de 2,6 milhões de doses registradas como aplicadas pelas secretarias municipais.

A campanha de imunização contra a Influenza começou no dia 23 março e agora está na última fase, que segue até o dia 5 de junho, direcionada às pessoas na faixa dos 55 a 59 anos e professores de escolas públicas e privadas.

A população estimada pelo Ministério da Saúde no estado do Paranaá é de 3,844 milhões de pessoas, priorizadas entre vários grupos e faixas etárias.

“Neste momento crítico com a pandemia da Covid-19 é fundamental que a público-alvo esteja protegido, principalmente, em relação às doenças que podem ser evitadas com a vacina, como é o caso da gripe. Neste ano, inclusive, antecipamos a Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza como forma de prevenção ao público estabelecido pelo Ministério da Saúde que é mais vulnerável à contaminação pelo vírus e que precisa receber a dose da vacina”, afirma ao secretário da Saúde do Paraná, Beto Preto.

Segundo o Beto Preto, a Sesa vem apoiando as secretarias municipais na realização de atividades de vacinação extramuros, fora das salas de vacina, como forma de ampliar a cobertura vacinal. E reafirmou que “toda a dose aplicada, deve se registrada como forma consolidar a ação da saúde e garantir a proteção ao cidadão que recebe a vacina”.

Registro – O registro das doses aplicadas pelos municípios é obrigatório. Os dados são enviados diretamente para o Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunização, que contabiliza os índices de cobertura vacinal de cada cidade, estado e do país.

“A cobertura vacinal é um dos indicadores mais importantes de saúde, por isso a necessidade e a obrigatoriedade do registro pelo município”, explica a chefe da Divisão do Programa de Imunização do Paraná, Vera Rita Maia.

“A cobertura mostra a porcentagem da população imunizada e este dado serve de base para o planejamento de ações estruturais da área da saúde. O atraso no envio das informações dificulta a avaliação da efetividade do trabalho realizado”, disse.

Vacina – A vacina contra a Influenza é segura e recomendada. Como a gripe e a Covid-19 têm sintomas iniciais semelhantes, a antecipação da campanha neste ano teve o objetivo de conter a carga de circulação dos vírus da influenza, reduzindo as complicações respiratórias, internações e a mortalidade decorrentes de infecções.

Meta – A meta estipulada pelo Ministério da Saúde (MS) é vacinar 90% de cada um dos grupos estabelecidos como prioritários da campanha. Os grupos compreendem: idosos, trabalhadores da saúde, profissionais das forças de segurança e salvamento, portadores de doenças crônicas não transmissíveis, profissionais do sistema prisional, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas, população privada de liberdade, caminhoneiros, motoristas do transporte coletivo, portuários, indígenas, professores, crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, puérperas, pessoas com deficiência, povos indígenas e adultos de 55 a 59 anos.

A chefe da Divisão do Programa de Imunização do Paraná salientou ainda que não basta atingir a meta da cobertura vacinal, é preciso mantê-la. “Tivemos exemplo recente com o sarampo; a queda da cobertura permitiu a volta da doença que há vinte anos não notificava casos. Por isso a importância do registro das doses, das ações estratégicas para a aplicação da vacina e da participação da população, na busca pela dose ofertada”, complementou Vera Rita.

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