Empresários criam movimento ‘legalista sem ser extremista’ para virar partido e com sonho de Moro candidato

Iniciativa foi batizada Cidadão Democrático de Direito e se opõe à Aliança pelo Brasil

Empresários da Região Sul do Brasil criaram um movimento político de defesa da Constituição e das instituições brasileiras, com a intenção de transformá-lo em partido para as eleições 2022 e para o qual o candidato dos sonhos é o ex-ministro Sergio Moro.

Adianta Mônia Bergamo, na Folha de SP, que a iniciativa foi batizada Cidadão Democrático de Direito. “Ele (Moro) seria o nosso símbolo, de um estado de legalista, que faz a coisa certa”, afirma Fábio Aguayo, diretor da Abrabar (Associação Brasileira de Casas Noturnas) e idealizador do movimento.

“Mas o movimento não é para ele (Moro) ser candidato ou lança-lo a nada, e sim para ter um meio de agregar seus amigos, seguidores, fãs e simpatizantes”, diz ele.

“Nós não somos porta-vozes dele (o ex-ministro). Mas se um dia ele se quiser aventurar nisso (eleições), vai ter disponível alguma coisa com uma base genuína para ele, não contaminada por partidos”, segue Aguayo.

O empresário cita como exemplo antagônico ao seu a Aliança pelo Brasil, projeto de partido encampado pela família do presidente Jair e seus apoiadores. “(O Cidadão Democrático) é um movimento de apoio à Constituição”, diz.

“A ideia (do Cidadão Democrático de Direito) é fazer um contraponto [a outros movimentos políticos], mostrando de que dá para ser legalista sem ser extremista. Foi criado com o objetivo de ter pessoas que não concordam com [os grupos] atuais”, explica Aguayo.

“O objetivo é lançar um movimento fora do eixo Rio-São Paulo, aqui do sul, principalmente em Curitiba, que possa levantar essa bandeira”.

“Como estão tendo esses movimentos de intervenção (militar), de abaixo o STF (Supremo Tribunal Federal), esses rompantes antidemocráticos, a gente quer fazer um movimento para apoiar as instituições. Elas podem ter os defeitos, mas sem elas a gente não vive.”

Aguayo afirma que o grupo está sendo orientado por especialistas em direito eleitoral, e que avaliam quando será iniciado o processo de coleta de assinaturas para viabilizar o movimento como partido político. “A gente tem que se preparar para tudo nessa vida”, afirma ele.

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