O meritíssimo juiz de Direito Ricardo José Lopes fala sobre as eleições 2020

Ricardo José Lopes, Juiz de Direito com ingresso na carreira em 2008, atuou nas comarcas de Umuarama, Pérola, Xambrê, Alto Piquiri, Icaraíma, Formosa do Oeste, Carlópolis e Ibaiti. Juiz titular da 2ª Vara Judicial de Matinhos desde 2014, com competência na esfera criminal, família, infância e juventude e Juizado Especial Criminal além de coordenar o Centro Judiciário de Soluções de Conflitos de Matinhos.

Natural de Curitiba/PR. graduado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná, pós-graduado em direito pela Escola da Magistratura do Paraná.

Durante o dia de votação, isto é, 15 de novembro, todas as medidas de prevenção ao CORONAVIRUS serão adotadas. Os eleitores serão orientados a manter o distanciamento, o uso de máscara é obrigatório como em qualquer atividade pública, as urnas serão higienizadas e o eleitor deverá higienizar as mãos com álcool 70% antes e depois de votar. Recomendamos que cada eleitor leve sua própria caneta para assinar o caderno de votação, pois a leitura biométrica foi excepcionalmente dispensada nestas eleições justamente por causa do corona vírus.

São mais de 550 mesários e 220 colaboradores. Todos atuarão com mascaras descartáveis do tipo face Shields.

Importante lembrar que as justificativas não serão feitas nas urnas, mas por meio do aplicativo e-título que poderá ser baixado gratuitamente nas lojas de aplicativos.

Pontal do Paraná conta com 18.981 eleitores com cadastro regular e Matinhos com 28.902 e o horário de cotação será diferenciado, das 07 as 17 horas, porém, o período entre 07 as 10 da manhã é prioritário para pessoas maiores de 60 anos de idade.

No que diz respeito à campanha eleitoral, evidente que o papel da Justiça Eleitoral é garantir a legalidade das eleições que, de certa forma, saíram das ruas para as redes sociais. Como ensina o professor Alexandre Basílio do TRE gaúcho, a propaganda eleitoral está no bolso do eleitor, no seu smartphone isso representa uma verdade quebra de paradigma. Nada mais é como antes, nem as campanhas eleitorais, pois o candidato que quer atingir o eleitor precisa se utilizar das redes sociais para isso. A questão é que se adotar uma estratégia equivocada no manejo dessas ferramentas, perde voto ao invés de conquista-los e acredito que os partidos estão bem atentos a isso.

A campanha digitalizada como veremos nesta eleição permite também uma maior fiscalização, não apenas para os órgãos do sistema de justiça (Juiz, Promotor, Polícia, OAB), mas também pelos concorrentes e pela própria população.

As polícias Civil, Militar e Federal também tem um papel fundamental no que diz respeito ao combate dos crimes eleitorais, desde a compra de votos até a boca de urna), mas acreditamos que teremos eleições pacíficas e tranquilas.

Cada um deve fazer a sua parte, seja no tocante a organização para votar, seja na destinação do seu voto. Toda eleição é uma oportunidade de afastar da vida pública candidatos de moralidade duvidosa e interesses mesquinhos. Que cada um cumpra o seu papel. A Justiça é um ente coletivo que surge do compromisso de todos. Não é um ato do juiz, do promotor, da polícia. É da sociedade organizada e com firme propósito de superação.

 

 

 

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