A tecnologia como aliada – ou vilã – da educação

Ana Regina Caminha Braga, psicopedagoga especialista em gestão escolar, fala sobre o papel dos educadores durante as práticas de ensino virtuais

A tecnologia está cada dia mais presente na rotina escolar dos brasileiros. Devido às alterações impostas pela pandemia, o repensar da atuação pedagógica em sala de aula, a participação eficaz do aluno e a aprendizagem significativa da turma estão passando por drásticas mudanças e exigindo novas práticas. Mas qual o papel dos educadores neste momento?

A realidade institucional no Brasil é peculiar e varia conforme as limitações de cada região. “Cada estado brasileiro tem problemas educacionais diferentes a serem trabalhados e pensados”, diz Ana Regina Caminha Braga, psicopedagoga mestre em Educação e especialista em gestão escolar. “A forma como cada local investe a verba pública destinada às escolas faz muita diferença. Precisamos focar na construção de biblioteca multimídias, na compra de materiais didáticos e na formação dos professores”, afirma.

Se aqui a discussão é entender como a inserção da tecnologia afeta o posicionamento das escolas, é preciso destacar que o eixo de todo esse trabalho deve ser sempre o aprendizado do aluno. “A responsabilidade de atuação do professor vai além das condições sociais e econômicas do local em que atua. Ainda assim, é preciso compreender a realidade dos estudantes para que sejam traçadas as melhores ações e estratégias de ensino”, explica.

Nesse sentido, é possível levantar um diálogo sobre a participação do aluno e a prática docente. “Não é apenas utilizar somente uma ferramenta tecnológica, mas sim conhecer a teoria e mediar com a prática”, aponta. “Para isso, é essencial uma formação continuada dos professores com o apoio dos colegas da escola e órgãos da Educação”, complementa Ana Regina Caminha Braga.

 

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